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Ponto de Vista – Balões de ensaios para 2018

11/10/2017 9:44 AM / Antonio C. Frizzo / Atualizado em 11/10/2017 9:45 am

O ano de 2018 é aguardado como o espaço para solidificar ou retomar projetos políticos para o Brasil. Cá entre nós, essa atitude do vice-prefeito Alexandre Zeitune de espalhar pelos quatro cantos que “há esquemas de corrupção em repartições da Prefeitura”, pode ser um jogo de cena, em vista de uma possível candidatura para deputado. Seria cômico o enredo, “o vice que virou deputado”, numa administração que de difusa é vista como confusa. Se ele tem tanta certeza dos “esquemas” por que não apresentar as denúncias ao Ministério Público? Dê as fichas e nomes aos bois.

Os que apoiam o presidente Temer e sua quadrilha veem no ano uma oportunidade para solidificar a concentração de capital e a retirada de direitos sociais.  Com a aprovação da PEC 55, da Reforma Trabalhista e as privatizações das reservas  naturais, os artífices do atual governo ensaiam ir às urnas com essas ditas reformas. Já, os partidos de esquerda e movimentos populares apostam na retomada de um amplo debate capaz de recolocar a política no caminho da distribuição de renda, aprimoramento dos programas sociais e no empoderamento do povo nas decisões. Se democracia é um regime de governo em eterna disputa, pode apostar num rico e caudaloso debate.

Mas como entender Bolsonaro e a juventude? A pesquisa Datafolha acena que 60% dos jovens votam nele para presidente. O resultado não pode ser ignorado. Se Lula for condenado em segunda instância ficará inelegível – o que é possível – todos os demais nomes se igualam. Ciro, Marina, Alckmin soam velhos e idênticos. Diante desses, Bolsonaro larga na frente. Bolsonaro não pensa e não mede consequências em suas palavras. Fala para agradar o freguês. É populista. Suas teses são contra o exercício da cidadania. Escrachar os movimentos LGBT’s, os negros, as comunidades indígenas, a igualdade de gênero, o aceno pela pena de morte além da liberdade para o porte de armas fazem de Bolsonaro o “salvador” da pátria.  Temos muito a refletir. Balões murcham e despencam.

Antonio C. Frizzo é padre e assessor das pastorais sociais, acfrizzo@uol.com.br

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