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A Segunda Emenda dos EUA resiste historicamente aos massacres


03/10/2017
9:31 AM
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Editorial
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Atualizado em 03/10/2017 9:31 am

No ano passado, assustados com o massacre da boate Pulse, na cidade de Orlando, os meios de comunicação prepararam infográficos para mostrar que aquele teria sido o maior evento do tipo nos Estados Unidos. Na ocasião, foram mortas na casa LGBT 50 pessoas. A marca recorde havia deixado para traz o assassinado em massa em Virginia Tech (com 32 mortos), em 2007, e o da escola Sandy Hook, em 2012, quando outros 27 inocentes morreram, a maioria crianças,  na faixa dos seis anos.

Agora mais um “ato de pura maldade”, como bem definiu o presidente Donald Trump, desta vez em Las Vegas, onde já foram contabilizados ao menos 59 mortos e mais de 500 feridos. Infelizmente, é cada vez maior o número de vítimas nestas ocorrências tipicamente americanas, realizadas por um inimigo íntimo, de onde não se espera e, sendo assim, difícil de evitar. Fica então a inconveniente pergunta: “Quando esta marca assustadora será superada?”.

A Segunda Emenda à Constituição dos Estados Unidos assegura aos cidadãos norte-americanos, desde 15 de dezembro de 1791, a liberdade de manter e portar armas. Como diz textualmente este documento, “o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser infringido.” Por ocasião da aprovação desta emenda, era, evidentemente, uma outra realidade, de mocinho contra bandido, de cowboys versus índios e de duelos ao pôr do Sol. Mas, nem pense, hoje, em ousar tocar neste texto sagrado do cânon ianque. Barack Obama tentou e não conseguiu. Boa parte da mídia americana também é contra a Segunda Emenda e, ainda assim, não consegue impor sua vontade sobre a esmagadora maioria do povo, conforme pesquisas locais, que segue a apoiar o armamento como direito básico do cidadão livre. Infelizmente, não deve ser o duro golpe infligido por Stephen Paddock, munido com seu arsenal, confortavelmente posicionado do 32º andar do luxuoso hotel Mandalay Bay, que vai mudar o julgamento americano a respeito de sua cultura e do seu próprio estilo de vida. Por que ali, a Segunda Emenda é mais forte que a razão.


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