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Câmara rejeita veto de sal em mesa de restaurantes

13/09/2017 9:33 AM / Eurico Cruz / Atualizado em 14/09/2017 9:57 am

Em um debate que durou quase uma hora, a Câmara Municipal rejeitou, por 17 votos contrários e dez votos favoráveis, a proibição da exposição de sal em qualquer estabelecimento que vende comida para consumo imediato.

O projeto tinha parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça e foi feito em parceria pelo Pastor Anistaldo (PSC) com o prefeito Guti (PSB), na época em que ele era vereador pelo PV.

Segundo Anistaldo, a ideia é evitar o consumo excessivo de sal. O saleiro ou o sachê não ficaria imediatamente no campo de visão do cliente e só seria entregue se fosse solicitado. “O projeto em si tem preocupação com a saúde da população. Quando o sal está exposto, obviamente, aguça o anseio, o desejo do consumidor”, defendeu o vereador.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o brasileiro consome o dobro de sal do recomendado.  O excesso de sal pode causar problemas como a hipertensão. Os vereadores entenderam que uma campanha de conscientização funcionaria melhor. No Espírito Santo, a mesma lei foi julgada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça.

Debate – Proposta de Anistaldo virou “piada”, mas é lei no Uruguai (Foto: Lucas Dantas)

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