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Crise dá mais espaço a jovens de até 24 anos

07/07/2017 9:42 AM / Eurico Cruz / Atualizado em 10/07/2017 9:48 am

A crise econômica e política do País tem favorecido a criação de vagas de trabalho para jovens com até 24 anos, mas com salários menores que os praticados no mercado em tempos de crescimento.

De acordo com dados da 2ª edição do Caderno Econômico de Guarulhos, lançado quinta-feira, 6, as admissões para esta classe superaram em 1.295 o número de demissões, enquanto o saldo das faixas etárias acima de 24 anos resulta em 2.061 demitidos a mais que os contratados.

No mesmo período, as contratações para pessoas que ganham até um salário mínimo e meio, o equivalente a R$ 1.405,50, mostram um saldo positivo de 1.780 vagas, mas o desemprego tem abocanhado quem ganha mais do que este valor, com demissões que superam em 2.588 o número de contratações.

Formado em Relações Internacionais e pós-graduado em Economia pela Fundação Getúlio Vargas, Daniel Salotti afirmou que este processo é normal em tempos de crise. “Muitas empresas no impulso de cortar custos acabam por mandar pessoas com senioridade maior embora e as substituem por outras que têm uma menor demanda salarial”, disse.

Para o especialista, este ciclo é necessário para a queda da inflação, mas as empresas precisam tomar cuidado na hora de cortar custos para que a eficiência perdida não tenha um impacto ainda maior nos custos, além dos salários.

Solenidade – Prefeito Guti participou ontem do lançamento da 2ª edição do Caderno Econômico da cidade (Foto: Lucas Dantas)

Secretário quer qualificação e atenção maior aos MEIs

Durante o evento de lançamento do Caderno Econômico, em Bonsucesso, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico, Rodrigo Barros, afirmou que para sanar este problema das demissões é necessário focar na qualificação dos trabalhadores com idade a partir de 50 anos e na instrução de microempreendedores individuais (MEIs).

“Estou falando de uma agenda Brasil. É preciso qualificar a mão de obra para esta faixa etária e para os MEIs, porque eles vão deixar o mercado de trabalho e não devem retornar”, disse.

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