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É preciso dar crédito para quem mais gera emprego no País

05/09/2017 9:42 AM / Editorial / Atualizado em 05/09/2017 9:42 am

A semana praticamente se encerra hoje em Brasília. E assim, mal começou, ela abruptamente acaba com o feriado da Independência. Em meio a esta fugacidade dos dias, ficou reservada para hoje, às 14h30, a discussão do Projeto de Lei Complementar 341/2017 (de autoria do deputado Jorginho Mello, do PR/SC), que busca mudar a forma de tributação das micro e pequenas empresas (MPE). Mas, nesta terça, a questão mais proeminente será o debate sobre linhas de crédito para microempresas, tendo representantes do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Itaú. O tema é dos mais relevantes por dizer respeito a um grupo que representa cerca de 99% de todos os empreendimentos formais do País, emprega muita gente, contribui com as exportações e ajuda em muito as engrenagens econômicas do País a se moverem em direção ao futuro.

Segundo dados de 2012 do Sebrae, as MPEs oferecem 60% de todos os empregos do País e são responsáveis por 20% do PIB brasileiro, sendo que metade delas se encontra na Região Sudeste. Embora o cenário ainda não seja o ideal para este grupo, alguns avanços significativos foram alcançados na última década, como comprovam o advento da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (2006), o estabelecimento do Microempreendedor Individual – MEI (2009) e a ampliação do faturamento pelo Simples Nacional (2012).

Apesar do apoio estatal, uma característica tem se mantido neste grupo de empresas: segue sendo o mais sensível ao risco. Em período de instabilidade econômica, como o País tem vivido, estes estabelecimentos são os primeiros a sofrer. Daí parte da explicação para que 25% deles encerrem suas atividades antes dos dois primeiros anos de vida. Oferecer condições mais adequadas para que um grupo tão grande de empresas continue a existir e gerar empregos é de fundamental importância para um País que tem 13,3 milhões de desempregados. E isso, evidentemente, passa pela oferta de crédito, que, como se sabe, em tempos de crise, torna-se mais escasso e mais caro para este tipo de negócio.

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