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Escola Viva de Artes Cênicas apresenta Aboios

16/11/2017 11:45 AM / Da Redação / Atualizado em 16/11/2017 11:45 am

O Teatro VI compartilha seu processo de trabalho vivenciado de 2015 a 2016 no curso de teatro da Escola Viva de Artes Cênicas. A turma focou seus estudos nos conceitos e práticas da atoralidade, da criação coletiva e da condição humana coisificada, entremeados por investigação da cultura brasileira a partir do bumba-meu-boi. Trata-se de abertura de processo, caracterizando-se em momentos em que o coletivo da escola mostra percursos de trabalho, promovendo relação com o público, entendendo-a como parte fundamental da arte contemporânea a da obra aberta, processual. Assim, o caráter de “espetacularização” é substituído pelo conceito e prática do encontro, pressuposto fundamental da completude artística. Realizadas a cada módulo, as atividades são essenciais à formação crítica dos aprendizes-artistas.

Sinopse

Bois que nascem como fios de esperança. Fiandeiras que parem seus filhos meio bois e meio humanos. Num pasto verde e também terroso, cantigas e brincantes são apresentados. Bois que trabalham exaustivamente e bois cuja função simplesmente é manterem-se parados para que a mais bela e suculenta carne seja preparada para a mesa. O destino de todos: o abate! Dentro desse universo surge, de forma lúdica, Catirina e os Bois-Bumbá. O encanto e desejo pelas línguas são aguçados: línguas desconhecidas, línguas que se expõem pelos gritos, gradualmente são cortadas, abafadas e silenciadas. Sinos que anunciam a manada. Saias que dançam suas alegrias. O nascimento, o batismo, a morte e a ressurreição são realizados de forma poética.

 

Ficha Técnica

Direção e encenação: Eduardo César

Dramaturgia: Eduardo César, Wellington Campos e Turma VI

Textos: Totonha, de Marcelino Freire; Ornitorrinco e Porém, de Sergio Vaz; Já deu, de As Despejadas; Triste, louca ou má, de Francisco, El Hombre; Catirina, de Papete; O touro e o homem, Câmara Cascudo; Governados pelos mortos e A filha da solidão, Mia Couto; Sin city big field, de Mc Xamã; Virgem, de Luiza Romão; Se, de Haroldo de Campos; Da primeira vez em que me assassinaram, de Mário Quintana; Os filhos da Dita, de Grupo Arlequins de Teatro.

Elenco: Bruno Felix, Cris Mota, Diego Pinheiro, Matheus Bortolatto, Matheus Scheneider, Mayane Andrade, Mel Farago, Thiago Silva e Vitor Silva.

Preparação danças brasileiras: Wellington Campos

Aboios e Viola: Mário Cabral

Provocação práxica: Fernanda Carvalho, Fernanda Perniciotti, Lúcia Kakazu, Rodrigo Morais Leite

Fotografia: Marcos Campos e Turma VI

Arte Gráfica: Aldrey Tarrataca

Iluminação: Fernanda Carvalho e Turma VI

Operação de luz: Tirza Araújo

Contrarregragem: Letícia Nuvem e Maciel Ferreira

Coordenação Artístico-Pedagógica: Simone Carleto

Equipe artístico-pedagógica da Escola Viva de Artes Cênicas: Ana Lúcia Gouveia,  Bruno Bennedetti, Eduardo César, Estefânia Zonaro, Felipe Cirilo, Fernanda Carvalho, Fernanda Perniciotti, Lúcia Kakazu, Rodrigo Morais Leite, Sandro Coimbra, Simone Carleto e Wellington Campos.

Realização: Escola Viva de Artes Cênicas de Guarulhos, da Secretaria de Cultura de Guarulhos.

 

Teatro VI de Teatro- Escola Viva de Artes Cênicas

Teatro Padre Bento

Outubro 22, 28 e 29

Novembro 5, 6, 12,13, 19, 20, 26, e 27

sábados às 20h e domingos às 19h

Em caso de chuva a apresentação será cancelada.

Entrada franca.

 

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