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Ex-vereador foragido é preso em São Paulo

31/08/2017 9:48 AM / Eurico Cruz / Atualizado em 01/09/2017 10:26 am

O ex-vereador e ex-pastor Edno Campagnucci, condenado a 16 anos e oito meses de prisão pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) por cobrar “dízimo” de seus assessores, foi preso quarta-feira, 30, em frente ao Theatro Municipal de São Paulo, no Centro da Capital.

Edno estava foragido e só foi preso por conta de uma operação especial montada pelo serviço reservado do 44º Batalhão da Polícia Militar de Guarulhos. Ele caiu em uma armadilha montada pelos PMs, que preferiram manter sob sigilo a história inventada ao foragido.

Edno nomeou dois assessores como laranjas para usar o salário deles no pagamento de um imóvel em Arujá. Os cartões dos funcionários fantasmas ficavam com o dono do imóvel, que sacava o dinheiro no dia do pagamento. O político ainda usava o cartão de outros cinco funcionários para sacar dinheiro. Se o contratado realmente trabalhasse, teria ainda de ceder de 30% a 50% de seus vencimentos ao então vereador, conforme consta no acórdão do TJ-SP.

Campagnucci foi eleito em 2000, com 6.043 votos pelo extinto Partido Liberal (PL), com apoio da Igreja Universal à época. Em 2003, no ápice do escândalo, Campagnucci teve de renunciar ao cargo para não ser cassado pelos demais companheiros do Legislativo.

Edno teve prisão decretada em fevereiro pelo TJ (Foto: Divulgação)

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