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Financiamento se torna opção para cursar faculdade

14/09/2017 9:48 AM / Eurico Cruz / Atualizado em 14/09/2017 9:48 am

Com a crise que assola o País, o financiamento estudantil se tornou uma opção para quem sonha em ingressar na faculdade e não tem condição de pagar uma mensalidade, além de não contar com uma bolsa de estudo integral.  Porém, é necessário ter cuidado na hora da contratação, pois se trata da aquisição de uma dívida que pode até mesmo negativar o nome do universitário.

“Isso é uma coisa que a gente faz muita questão de deixar claro. É um endividamento, ele precisa pagar metade do curso enquanto estuda e precisa pagar o restante depois que termina”, explicou Amábile Pacios, Diretora da Federação Nacional das Escolas Particulares  (Fenep).

Segundo Fábio Coelho, superintendente de produtos e novos negócios da ideal Invest, gestora do financiamento Pravaler, que atua há 11 anos no setor, o financiamento funciona porque oferece juros menores que o crédito pessoal, com média de 1,35% ao mês, e tem vantagens como permitir o crédito a qualquer momento do ano, sem limite de vagas e sem a necessidade da realização do Enem. “O aluno pode fazer até um curso que não cabia no bolso antes”, disse.

Para conseguir o crédito estudantil, o aluno precisa ter um fiador e comprovar renda de, no mínimo, duas vezes e meia o valor da parcela a ser paga.

Limite do Fies favorece financiamento

A diretora do Fenep ressaltou que as novas regras do Fies, válidas a partir de dezembro de 2014, com delimitação maior da faixa salarial, redução de vagas e até mesmo a inadimplência dos estudantes do curso de 53%, como afirmou em março o ministro da Educação, Mendonça Filho, em março, culminaram em uma procura maior pelo financiamento privado. O débito com o crédito público também negativa o estudante.

O resultado destas ações foi uma queda de 4% no número de matrículas entre instituições privadas na comparação entre 2015 e 2016.

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