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Governo aceita redução de viagens de ônibus

10/07/2017 9:38 AM / Eurico Cruz / Atualizado em 11/07/2017 9:37 am

As viagens de ônibus feitas pelas empresas e pelos permissionários admitidos pelo sistema apresentaram queda de aproximadamente 5%, entre janeiro e abril deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo a Prefeitura, a medida tem o intuito de adequação à queda do número de passageiros, que apresenta a mesma porcentagem negativa no número de usuários de coletivos.

Foram realizadas 1.331.134 viagens no primeiro quadrimestre de 2017 para transportar 47.787.454 passageiros; enquanto que, no ano passado, 50.180.357 usuários foram transportados em 1.388.240 viagens diferentes. Cada passeio de ônibus leva,  em média, 35 passageiros. Porém, este cálculo não pode ser considerado, pois existe um grande aumento durante o horário de pico, o que resulta em ônibus mais lotados.

Segundo o economista Antônio Azambuja, professor das faculdades Anhanguera e Sumaré, o desemprego é um dos principais problemas na queda de passageiros. “A partir do momento que o trabalhador perde o emprego ele deixa de fazer aquele itinerário diário e deixa de contribuir com o transporte”, disse.

Azambuja disse duvidar que aplicativos de transporte particular, como o Uber e o 99 Táxi, contribuam  para a queda do número de passageiros. “O ônibus, apesar de ter uma tarifa elevada, ainda é mais barato do que a viagem dos aplicativos.

Dificuldade – Cena comum nos pontos da cidade: ônibus com passageiros na porta e outros tantos à espera (Foto: Lucas Dantas)

Para a Prefeitura reprogramação reduz custos ao município

Em nota, a Prefeitura afirmou que é necessário levar em conta que o transporte público é subsidiado pela Prefeitura, por isso impacta no orçamento da cidade, o que justificaria a redução.

O governo ressaltou ainda que janeiro, por ser um mês de férias e também atingir seguimentos do comércio, o mesmo fator é levado em consideração para a redução do número de viagens.

A queda no número de passageiros também é utilizada pelas empresas de ônibus para tentar reduzir o reajuste salarial dos funcionários durante a campanha salarial.

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