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Greve pressiona governo por reajuste salarial maior

19/05/2017 9:38 AM / Eurico Cruz / Atualizado em 22/05/2017 9:37 am

Dos cerca de 22 mil servidores públicos municipais, pelo menos 1,5 mil, segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública Municipal (Stap), aderiram à greve iniciada quinta-feira, 18, para pressionar o prefeito Guti (PSB) a fazer uma proposta de reajuste salarial melhor do que 2% para todos os servidores, mais 2% de aumento no vale-refeição e outros R$ 100 em um cartão, como se fosse uma cesta básica, para quem ganha até R$ 3.266,00.

Depois da concentração realizada na Praça Getúlio Vargas, no Centro, os trabalhadores fizeram uma passeata até o Paço Municipal, no Bom Clima, para cobrar o prefeito. Quem foi ao Fácil quinta-feira, 18, teve que retornar para casa sem atendimento. “O Guti utilizou muito o nosso carro de som para se promover no meio do servidor público e esse servidor público defendeu ele durante o período de eleição. Muitos até fizeram campanha acreditando que nesse momento ia ocorrer uma valorização, só que não houve. A proposta da Prefeitura é ridícula, menor que qualquer índice de inflação”, disse Rogério de Oliveira, secretário-geral do Stap.

A Prefeitura ingressou com duas ações diferentes contra a greve, uma no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e outra no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), com resultado de duas liminares. A primeira, do TRT, determinava o efetivo de 70% em equipamentos de saúde e serviços básicos à população, com uma reunião de conciliação para esta sexta-feira, 19, às 10h, na Consolação. Já o TJ-SP determinou atividade de 80% dos funcionários em cada unidade administrada pelo município. Ambas as decisões previam multa de R$ 30 mil por dia em caso de descumprimento.

A greve será continuada e uma nova concentração está marcada para sexta, às 10h, na Praça Getúlio Vargas, enquanto ocorre a discussão no TRT. Questionada, a Prefeitura disse em nota que toda a informação sobre o movimento grevista será divulgada.

Protesto – Grupo saiu da Praça Getúlio Vargas e foi até o Paço Municipal (Foto: Lucas Dantas)

Sindicato cobra de Guti aumento de 20%

Segundo o sindicato, a proposta de aumento cobrada em assembleia propõe reajuste de 20%, mais aumento do vale-refeição de R$ 450 para R$ 600 e uma cesta básica de meio salário mínimo do Estado, entre R$ 400 e R$ 500.

O sindicato divulgou ainda balanço do Dieese no qual, apesar da crise, demonstra que os reajustes das categorias em 2017 superam a inflação. O registro de 127 negociações informa que 65 tiveram aumento real (52% dos acordos); 45 repuseram a inflação (36% dos acordos); e 15 ficaram abaixo da inflação (12% dos acordos).

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