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Há um sinal de reação e 1.141.850 trabalhadores o perceberam em abril

17/05/2017 9:24 AM / Editorial / Atualizado em 17/05/2017 9:24 am

Os mais pessimistas podem dizer, corretamente, que, neste ano de 2017, o número de demissões supera o de admissões. Mas, aparentemente, no que diz respeito a trabalho e emprego, o vento começou a soprar em outra direção. Pelo menos é o que apontam os últimos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que acompanha e registra os dados a respeito de contratações e dispensas de trabalhadores em regime de CLT.
A boa nova é que 1.141.850 trabalhadores sorriram ao longo do mês de abril, por voltarem ao mercado de trabalho formal. É um número respeitável. Seria ainda mais reluzente se, pela porta dos fundos, não tivessem passado outras 1.081.994 pessoas, que, na direção contrária, infelizmente, foram desligadas de suas funções, recebendo a baixa em sua carteira. Nesta ciranda, em que uns choram a perda e outros se alegram pelo restabelecimento de um direito fundamental, maior foi o número dos que comemoraram: mais precisamente 59.856. Este é o saldo positivo do balanço do mercado de trabalho com carteira assinada, superávit que acontece apenas pela segunda vez no ano (a outra foi em fevereiro, quando foi de 35.612 vagas).
Quase 60 mil. Este é o número que importa para 14 milhões de brasileiros que esperam ansiosamente sua vez de também entrarem ou retornarem ao mercado de trabalho. E, pelos sinais que a economia está dando, talvez tenha chegado a hora de sonhar.
Mais recentemente, o Banco Central divulgou seu índice de Atividade Econômica (IBC-Br), uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que revelou uma alta na economia de 1,12% nos três primeiros meses do ano, após oito trimestres consecutivos de queda. É mais um bom sinal de que há uma reação em curso, para o bem de um País e de um povo que, ainda que desconheçam, esperam ansiosamente o cumprimento do inciso I do artigo 23 da Constituição, que diz que “Todo o homem tem direito ao trabalho, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.” Nada mais justo!

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