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Independência e morte nas estradas paulistas: uma tragédia anunciada

06/09/2017 9:29 AM / Editorial / Atualizado em 06/09/2017 9:29 am

No ano passado, o feriado da Independência caiu em uma quarta-feira, então, não foram registradas grandes movimentações em direção ao interior, litoral ou até mesmo para outros Estados. Mas, este ano, sim! Dessa forma, ainda hoje, uma multidão já se encontra em contagem regressiva para seguir seu caminho em busca de um pouco de lazer bem longe do coração do Planalto Paulista. Muitos devem deixar a Capital e a região metropolitana, mas alguns, infelizmente, não devem voltar.

Trata-se de uma tragédia anunciada e que é notícia a cada feriado prolongado. Um ou dois dias depois de encerrado o período de recesso, vêm as polícias rodoviárias apresentar o custo em vidas do que representam essas brechas no calendário para as famílias e para o País. Não precisava ser assim, mas geralmente é. Uma ultrapassagem em local indevido, uma embriaguez ao volante ou uma falta de manutenção contribuem para alimentar as estatísticas de cada ano. Para uma amostra empírica disso basta se debruçar sobre o legado do feriadão de 7 de Setembro de 2015, que caiu em uma segunda-feira, logo, um dia a menos do que o deste ano. Somente nas rodovias que cortam o Estado de São Paulo, foram 23 vítimas fatais e mais de 500 feridos nas pistas estaduais e federais.

Por esta ocasião, as multas por infrações no trânsito também se avolumam. Mas muitos ainda hão de reclamar de uma tal indústria da multa ao serem flagrados por estarem acima da velocidade permitida, usarem o acostamento como pista ou fazerem uma ultrapassagem em local proibido. Neste último caso, o infrator poderia até agradecer, uma vez que esta atitude é responsável por grande parte das colisões frontais mais graves. Se estiver sem cinto, então… E, inacreditavelmente, muitos ainda preferem trafegar sem cinto. E quando a exigência é cumprida pelo motorista parece não significar nada para o passageiro. Ledo engano! Quem conduzirá por estas estradas tem como missão ir e voltar em segurança. Para isso, não será suficiente cuidar apenas da sua própria vida. Neste caso, é permitido também (e faz bem!) cuidar da vida dos outros.

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