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Junho tem mais corte do que vagas de emprego

24/07/2017 9:58 AM / Raphael Pozzi / Atualizado em 25/07/2017 9:52 am

O mês de junho representou a maior queda no número de pessoas empregadas na cidade desde dezembro de 2016. Com pouco mais de 8,8 mil demissões e 7,8 mil contratações, os setores econômicos viram o saldo ser reduzido em 990 vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Os números do primeiro semestre do ano não são animadores: no total, 2.758 empregos foram suprimidos de Guarulhos, fruto de 53.792 desligamentos e 51.034 admissões. Apesar disso, a retração não é pior do que no mesmo período do ano passado e de 2015, quando a crise econômica se acentuou.

Em junho de 2016, o estoque de empregos tinha perdido 8 mil vagas. Um ano antes, foram 8,4 mil. Em 2014, o resultado foi inverso e a cidade criou 4 mil postos de emprego durante os seis primeiros meses. O setor que mais sofreu cortes foi o de serviços, com um resultado negativo de 626 vagas. O resultado semestral é pior do que o do Estado (que criou 61.873 postos de trabalho) e do Brasil (67.358), mas é semelhante ao da Capital (-5.809).

Os economistas George Sales, professor da Faculdade Fipecafi, e Rafael Leão, da consultoria empresarial Parallaxis, isso se deve à crescente da agropecuária, que não é forte na Região Metropolitana de São Paulo. “Esse setor teve uma supersafra, a soja foi muito bem. Como serviços tiveram resultados negativos, e a Capital e Guarulhos dependem bastante desse setor, é natural que o saldo seja ruim”, explicou Leão.

Redução – Setor de serviço, mais uma vez, foi o que teve pior resultado (Foto: Silvio Cesar / Arquivo FM)

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