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Lista de Fachin deixa o Brasil em uma situação de vai ou racha

13/04/2017 10:02 AM / Editorial / Atualizado em 13/04/2017 10:03 am

O Brasil está, definitivamente, na situação do vai ou racha. A chamada lista do ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, estourou como uma verdadeira bomba em Brasília. Praticamente todos os grandes nomes presidenciáveis para a eleição de 2018 se encontram nela. Isso pode, de forma indireta, beneficiar aquele que venceu a eleição dizendo não ser político, mas gestor (João Doria). A candidatura do PSDB pode cair, de uma hora para outra, no mais novo tucano de projeção no País.

E tudo começou no final da tarde de terça-feira. Passava um pouco das 16h quando o mundo político brasileiro virou de pernas para o ar. Exatos 27 dias após a entrega ao Supremo Tribunal Federal dos 83 pedidos de inquéritos feitos pelo Ministério Público, a famosa lista do fim do mundo transformou o Congresso Nacional em um deserto no último dia útil antes do feriado de Páscoa.

Na Câmara, sem acordo para a votação da renegociação da dívida dos estados, o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) encerrou a sessão por volta das 17h. Os senadores ainda aprovaram o projeto que cria o documento de identificação nacional que reunirá em um só a identidade, o Cadastro de Pessoa Física (CPF), a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o Título de Eleitor. Mas encerraram os trabalhos antes do início da noite. E depois também desapareceram. Ontem praticamente ninguém quis falar. A lista já era esperada e o seu conteúdo especulado desde que os ex-executivos da Odebrecht acertaram o acordo de delação premiada. Mas nada disso foi suficiente para impedir o estrago político. A angústia era evidente. São oito ministros do governo Michel Temer que passarão a ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Isso já seria suficiente para implodir a Capital Federal. Mas ainda existem 3 governadores, 24 senadores e 39 deputados federais investigados. Ninguém pode garantir nada.

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