notíciasDestaque Mundo

Machu Picchu e o Império dos Incas

09/08/2017 9:56 AM / Maurício Nunes / Atualizado em 09/08/2017 9:56 am

O Peru tem um dos cenários naturais e culturais mais fascinantes da América do Sul. Banhado pelo oceano Pacífico e cercado pela majestosa Cordilheira dos Andes, traz indícios de que abrigou a mais antiga civilização das Américas, entre 3.000 e 1.800 a.C. Porém, a sua civilização mais significativa, os Incas, surgiu apenas no século  XIII d.C. e seu conhecido império teve início apenas dois séculos depois, sob o comando de Pachacutec, o nono e mais importante da geração de 14 incas.

A capital deste império era a cidade de Cusco, situada a 3.400 metros acima do nível do mar, e que em quíchua (idioma inca) significa umbigo do mundo. Com o curioso formato de um puma, a cidade hoje tem traços da arquitetura colonial europeia (influência da invasão espanhola) e possui diversos monumentos, museus, sítios arqueológicos e igrejas, entre elas aquela que é uma das mais importantes e belas da América: a Basílica Catedral de Cusco.

Com o melhor da hotelaria mundial, uma vida noturna agitada e ainda reconhecida  gastronomia peruana, Cusco é o ponto de partida para quem deseja conhecer Machu Picchu, uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

Encantador – Vista clássica da cidade de Machu Picchu, uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno (Foto: Maurício Nunes)

Pedra sobre pedra – A famosa “cidade perdida dos incas” é de uma beleza descomunal e foi inteiramente construída com pedras.

Este sítio arqueológico, a 2.450 metros acima do nível do mar, dá ao privilegiado visitante a experiência única de caminhar entre ruínas de encaixe perfeito, desfrutando assim de espaços sagrados, como os Templos do Condor, das Três Janelas e do Sol, ou ainda a oportunidade de meditar na Casa dos Guardiões, ou respirar o ar puro e inebriante no alto da Torre do Vigia. Todas estas sensações únicas  devem obrigatoriamente fazer parte de suas experiências antes de partir deste mundo para o que habitam os incas agora.

Desfrutar de Machu Picchu é conhecer e se impressionar com a história de um povo de estatura baixa, mas de uma inteligência e um senso de comunidade bem acima da média, afinal o conhecimento que tinha sobre matemática, astronomia, arquitetura, física e acústica é algo, mesmo séculos depois, absurdamente fenomenal.  Machu Picchu foi elevada à categoria de Patrimônio mundial da Unesco e merece ser incluída na lista das viagens de seus sonhos.

Rota do Sol

A “Rota do Sol”, destino à cidade de Puno, atravessa Andahuaylillas, onde encontra-se a Igreja de San Pedro, considerada “a Capela Sistina das Américas”. Mais algumas dezenas de quilômetros a frente, estão as Ruínas de Raqchi, templo construído em honra a Wiracocha, o deus responsável pela criação do mundo. Com uma arquitetura retangular de 92 metros de comprimento por 25 de largura, as ruínas permanecem colossais e em choque com o azul celestial produzem imagens deslumbrantes. La Raya, a 4.335 metros acima do nível do mar, é o ponto mais alto da região, já quase próxima ao Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo, a 3.812 metros acima do nível do mar.

Suas águas de um azul intenso banham estonteantes ilhas onde habitantes dividem espaço com lhamas, ovelhas e alpacas, na mais perfeita harmonia. Já próximo a Puno, está Sillustani, um impressionante complexo de tumbas funerárias do século 12, construídas para o funeral de chefes e sacerdotes, que eram colocados em posição fetal, pois acreditava-se que nasceriam em outra vida.

Atrações imperdíveis

Tipon é um importante santuário, de beleza indescritível, onde a água era reverenciada pelos incas. A paz absoluta do local o tornou conhecido como refúgio dos deuses. Sacsayhuaman, antiga fortaleza inca, hoje em ruínas, foi também um templo de veneração ao Deus Sol. Ollantaytambo, obra monumental da arquitetura inca, com seus quase infinitos degraus, pode render uma vista de tirar o fôlego, com abismos de um lado e gigantescas formações rochosas que se assemelham a gorilas ou reis. A cidade construída pelos incas foi tão bem planejada que, mesmo com sol intenso, as constantes ventanias favoreciam a conservação dos alimentos. Maras Moray lembra um teatro grego abandonado pelo tempo, mas se trata de uma estação de desenvolvimento agrícola. A imagem cinematográfica, quase que arrancada de uma tela de descanso para computador, impressiona qualquer visitante. Salinas de Mara é um complexo de 4 mil piscinas de extração de sal com dois milênios de existência. Uma paisagem bastante incomum e deslumbrante, administrada por famílias proprietárias de poças, que rendem até 350 kg de sal por mês.

SiteLock