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O que faz bem para os pais faz bem para o País com um todo

11/08/2017 9:33 AM / Editorial / Atualizado em 11/08/2017 9:33 am

O primeiro Dia dos Pais foi comemorado em 19 de junho de 1909 na cidade de Spokane, no Estado de Washington (EUA). O motivo era nobre e singelo, fruto da insistência de uma filha, Sonora Louis Dodd, que queria homenagear em vida seu pai, o veterano da Guerra Civil Americana William Jackson Smart. Foi escolhido o terceiro domingo daquele mês. A data mobilizou a cidade (uma vez que já existia o Dia das Mães), se consolidou e se espalhou, chegando a diversos países, cada um com suas razões e diferenças. Na Espanha, Portugal e Itália, a data é celebrada em 19 de março; na Rússia, em 23 de fevereiro; nos países nórdicos, no segundo domingo de novembro; e até no Irã, no 13º dia do Rajab (o sétimo mês do calendário muçulmano).

No Brasil, a data foi comemorada pela primeira vez em 16 de agosto de 1953. Na verdade, aqui a ideia nasceu da mente do publicitário Sylvio Bhering, então diretor do jornal e da rádio Globo, com a finalidade estritamente comercial. A data foi escolhida por ser o Dia de São Joaquim, que, segundo a tradição Católica, é o pai de Maria e avô de Jesus. Nos anos seguintes, optou-se pelo segundo domingo do mesmo mês, e assim ficou até hoje.

A ideia de Bhering funcionou. O Dia dos Pais se tornou importante para o varejo. É fato que perde em volume de vendas para outras datas, como Dia das Crianças, Natal, Black Friday, mas serve de termômetro para o resto do segundo semestre. E a perspectiva para este ano, a despeito de crise econômica, política e moral, é animadora. Só o comércio eletrônico deve faturar R$ 1,94 bilhão neste período, 10% a mais se comparado a 2016. No ranking dos presentes mais desejados estão smartphones, livros, calçados, vinhos e perfumes. No comércio em geral as notícias também são alvissareiras. Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada ontem, projetou alta de 3,1% nas vendas, após dois anos seguidos de queda. Que venham outras boas novas! Os pais brasileiros merecem consumir além dos itens de necessidade básica e isso só se consegue com mais emprego, mais renda, mais estabilidade. Isso faz bem para os pais e, certamente, para o País com um todo.

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