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Os Favoritos da Catira no Teatro do Incêndio

30/03/2017 12:38 PM / Da Redação / Atualizado em 30/03/2017 12:38 pm

O Teatro do Incêndio realiza – nos dias 4 e 18 de abril (terças-feiras, às 19h) – os próximos encontros das Rodas de Conversa – A Gente Submersa, que contempla, respectivamente, os temas Catira – Palmeado, Sapateado e Viola e Samba de Umbigada. Os grupos convidados são Os Favoritos da Catira (de Guarulhos) e o Batuque de Umbigada de Capivari, com sua matriarca Dona Anicide Toledo.

Com entrada franca, os eventos reúnem, até o dia 10 de outubro, mestres da cultura popular e comunidades tradicionais do Estado de São Paulo em bate-papos seguidos por vivências (breves apresentações das manifestações).

A catira, também chamada de cateretê, é uma dança folclórica, cujo ritmo é marcado pela batida dos pés e das mãos dos dançarinos, acompanhados pela dupla de violeiros que cantam as modas. Com influências indígenas, africanas e europeias, a catira é uma manifestação cultural típica do interior do Brasil, arraigada na cultura sertaneja de várias regiões, principalmente São Paulo.

A Umbigada é uma dança afro-brasileira criada nos quilombos. Os escravos com suas roupas curtas e apertadas dançavam sempre com umbigo de fora, daí o nome. Atualmente, no estado de São Paulo é tida como um tributo de terreiro, praticada pelos remanescentes das senzalas. Organizados em duas fileiras, frente a frente, os dançadores de ambos os sexos evoluem até um ligeiro contato físico dos quadris ou ventre.

Grupo guarulhense está na 3ª geração

Liderados pela viola de Oliveira Fontes e seu filho Edson Fontes, Os Favoritos da Catira ressaltam a tradição da música e dança da catira. Formado no começo dos anos 1980, agora na terceira geração de integrantes, o grupo persiste em manter a essência da música e do folclore de raiz. O grupo reafirma a identidade da origem caipira, numa luta constante contra os estereótipos e as releituras não autênticas.

Rodas de Conversa – A Gente Submersa

O projeto A Gente Submersa foi contemplado pela 29ª edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, em comemoração aos 21 anos da Cia. Teatro do Incêndio. A programação das Rodas de Conversa prima pela diversidade saberes e fazeres tradicionais. São vivências com temas ligados à dança, música, religiosidade, dialeto e culinária.

O ciclo de vivências teve início no dia 7 de abril (com a Congada de Santa Efigênia, seguida pelo Samba de Bumbo) e segue até 10 de outubro. Em parceria com a Comissão Paulista de Folclore, que ao longo de 67 anos vem mapeando, fomentando e salvaguardando as manifestações culturais tradicionais e os patrimônios culturais imateriais, o Teatro do Incêndio torna-se o terreiro, o quintal para esses encontros de artistas, públicos e griôs. Esta iniciativa vem de encontro à verticalização da busca de raízes brasileiras pelo Teatro do Incêndio que apontou caminhos necessários de aprimoramento e investigação, ações vitais para o presente do coletivo. Esses encontros com a cultura popular fazem parte da pesquisa para montagem de seu novo espetáculo.

Na programação, as raízes da cultura brasileira se manifestam em grupos que resistem e mantém viva a história. Os sapateados e palmeados tropeiros marcam presença pela Catira de Mestre Edson Fontes e Seu Oliveira (seu pai), de Guarulhos, e pelo Fandango da Comunidade de Iguape.

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