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País tende a retomar crescimento econômico no próximo ano

06/12/2017 8:47 AM / Editorial / Atualizado em 06/12/2017 8:47 am

As expectativas dos economistas de mercado com relação ao Produto Interno Bruto (PIB) deste ano foram elevadas – mesmo com o aparente resultado mais fraco do que era esperado no primeiro trimestre – segundo a mais recente edição do relatório Focus. O documento do Banco Central indica que a mediana das estimativas dos analistas para este ano avançou de 0,73% para 0,89%. Além disso, o documento indica que, no ano que vem, as apostas saltam de 2,58% para 2,60%.

As melhoras sentidas na demanda doméstica e em investimentos criaram uma onda de revisões nas projeções sobre o desempenho da economia nacional e um clima otimista para o ano que vem no Brasil. Um exemplo concreto disso pode ser observado sobre a taxa básica de juros. Já as expectativas do mercado para a inflação, ainda em 2017, recuaram 0,03 ponto percentual, ficando em 3,03%,  abaixo do piso estimado pelo Conselho Monetário Nacional. Para o ano que vem, essa projeção ficou em 4,02%.

Temas econômicos, apesar de pautarem o cotidiano da população, são mostrados, geralmente, de forma nebulosa às pessoas – fazendo com que a economia seja apresentada como a Esfinge de Tebas, que, caso não seja decifrada, devora seu interlocutor. No entanto, mesmo sem conhecimentos técnicos, os “leigos” sentem no dia a dia os resultados das decisões tomadas pelo governo. A boa notícia é que, finalmente, para 2018, as expectativas não são tão nebulosas.

Segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), o Indicador Antecedente de Emprego atingiu recentemente 100,6 pontos, sendo o maior da série, que começou em 2008. “O emprego deve continuar avançando nos próximos meses”, disse Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista do Ibre, em entrevista ao portal IG. Os números não são os melhores já apresentados ao País, mas a Nação, constituída de pessoas, pode manter a esperança de que, no ano que vem, os índices tendem a melhorar e, consequentemente, a qualidade de vida e as expectativas de um futuro melhor para o trabalhador.

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