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Ponto de Vista – Idiotas úteis

10/11/2017 9:23 AM / Rodrigo Merli Antunes / Atualizado em 10/11/2017 9:23 am

Esta semana tomei conhecimento de que um professor defendeu a legalização das drogas em sala de aula. Quase surtei. E o pior foi a fundamentação. Em tese, isso diminuiria o consumo, o tráfico e a criminalidade. Que absurdo! Basta uma pesquisa na internet para descobrir que as experiências nesse sentido pelo mundo afora foram frustrantes. No Uruguai, não só o consumo de drogas aumentou como também o tráfico e a violência. Aliás, que raciocínio brilhante é este de que facilitando o consumo a tendência é que as drogas e o tráfico desapareçam?

Se isso fosse verdade, Stalin não precisaria ter matado milhares de cristãos para acabar com os crentes na Rússia. Bastaria a ele ter distribuído muitas Bíblias na Praça Vermelha. De igual modo, para exterminar os judeus, Hitler não precisaria tê-los colocado em câmaras de gás. Suficiente seria que ele distribuísse a Torá por toda a Alemanha. Ora, se você facilita o acesso às drogas, certamente o consumo aumenta e também a violência daí decorrente, já que são

substâncias antissociais por excelência. Já quanto ao tráfico, ele também não diminui. Com a legalização, será que os traficantes vão mesmo pagar impostos? Vão aceitar os novos concorrentes com parcimônia? Vão vender as drogas nos limites estabelecidos pela Anvisa? Vão entrar na justiça contra os consumidores endividados?

Se até hoje existe mercado negro para cigarros, bebidas e até para roupas, não vai existir para maconha, cocaína e crack? E mesmo que o tráfico diminuísse, nem assim deveria haver legalização. Droga é instrumento de destruição e não o contrário. É instrumento de guerra. A antiga URSS disseminou o uso de drogas no Ocidente porque queria acabar com os filhos da burguesia norte-americana. Usava isso para destruir o inimigo e torná-lo um zumbi esquizofrênico. Desculpe a sinceridade, mas ser a favor da legalização significa o seguinte: ou o cara é viciado; ou tem ligação com o narcotráfico; ou então é um idiota útil manipulado pelos dois primeiros. Simples assim.

Rodrigo Merli Antunes

Promotor de Justiça do Tribunal do Júri de Guarulhos e especialista em Direito Processual Penal

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