notíciasDestaque Opinião

Ponto de Vista – Mentiras sobre a Reforma Trabalhista

11/05/2017 11:13 AM / Antônio C. Frizzo / Atualizado em 11/05/2017 11:13 am

Temer – com míseros 4% de aprovação – não diz, mas quem está por trás da redação do texto sobre a Reforma Trabalhista são as canetas dos assessores dos banqueiros e empresários. Uma salada de siglas Febraban, Fiesp, CNI e CNC. Todas, entidades ligadas aos setores patronais.  A essência da maldade está em permitir que o negociado esteja acima do legislado (CLT). Numa situação de 13 milhões de desempregados, que força tem o trabalhador para negociar?

Em estudo divulgado pelo professor Hélio Reis, assessor da Escola de Fé e Política, em Guarulhos, é possível perceber as oito mentiras que o governo esconde:

Demissões coletivas: agora os patrões podem demitir todo mundo da empresa e contratar outras pessoas por menores salários e benefícios, sem nenhuma multa.

Trabalho temporário para sempre: o patrão pode contratar o trabalhador por hora durante toda sua vida e sem garantias. Empresas poderão te chamar para trabalhar  temporariamente quando quiserem e você não terá seu emprego e salários fixos garantidos.

Hora extra: a CLT prevê jornada de trabalho de no máximo oito horas por dia. Agora, em vez de pagar horas extras ao trabalhador que ficar mais tempo na empresa, o empregador vai contratar uma jornada de trabalho maior, diminuindo o salário. E reduz o período de trabalho noturno (em que se paga adicional).

Meia hora de almoço: antes era obrigatório almoço de uma hora. Mas, no atual projeto que será apresentando ao Senado, apenas meia hora é o suficiente.

Fim do transporte de empregados: as empresas não precisarão mais pagar pelas suas horas de deslocamento dos funcionários até o local de trabalho.

Mexeram nas suas férias: agora os patrões podem parcelar suas férias em até três vezes.

Rescisão: não vai ser mais obrigatório a assinatura dos sindicatos.

Golpe na Justiça do Trabalho: a Justiça do Trabalho não é mais gratuita. Você vai ter que pagar honorário até do perito. E, se não tiver dinheiro, fica sem poder reclamar.

SiteLock