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Rodrigo Caio agiu corretamente; honestidade está acima da paixão

18/04/2017 9:16 AM / Editorial / Atualizado em 18/04/2017 9:16 am

É muito mais do que louvável a atitude do zagueiro são-paulino, Rodrigo Caio, que no clássico contra o Corinthians, no domingo, 16, no estádio do Morumbi, pelas semifinais do Campeonato Paulista, assumiu que fora ele e não atacante corintiano Jô que pisara sobre a perna do goleiro tricolor Renan Ribeiro.

O árbitro Luiz Flávio de Oliveira já havia aplicado o cartão amarelo ao atacante alvinegro, mas voltou atrás e tirou a punição diante do fair play do são-paulino. Oliveira parabenizou ainda em campo a atitude de honestidade do atleta.

Rodrigo foi discreto e evitou polemizar ao deixar o campo: “fiz o que achei correto”.

O técnico Rogério Ceni, mesmo chateado pela derrota por dois a zero, em casa, disse na entrevista coletiva que Rodrigo é mesmo um “gentleman”.

Já o zagueiro Maicon, assim como parte da torcida são-paulina, criticou, ainda que indiretamente, a atitude do companheiro de equipe. Vale lembrar que o corintiano Jô, autor do primeiro gol do Corinthians, ficaria fora da próxima partida entre os dois clubes, no próximo domingo, no Itaquerão, que vale vaga na final da competição.

“A gente deveria respeitar a atitude do Rodrigo. Foi o que ele quis fazer na hora. Se foi certo ou não, é da consciência de cada um. Mas eu prefiro a mãe do meu adversário chorando em casa do que a minha”, afirmou o zagueiro do São Paulo em entrevista coletiva na tarde de ontem.

A verdade é que atitude deveria ser encarada como a coisa mais normal do mundo. Porém, no País que ainda carrega o ranço de que “o importante é levar vantagem em tudo, certo”; o correto, justo e honesto é encarado como algo extraordinário para uns e pueril para outros.

Se esperamos mesmo que a corrupção seja varrida da classe política no Brasil, devemos começar a agir à altura do que cobramos em todos os setores da sociedade.

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