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Saúde atrasa entrega de materiais para acamados

17/07/2017 9:56 AM / Raphael Pozzi / Atualizado em 18/07/2017 3:26 pm

De um dia para outro a vida de Rita de Cássia Landucci, 48, foi virada de cabeça para baixo. Em 2008, seu filho Rodrigo saiu para um passeio de moto e nunca mais voltou a ser o mesmo. Ele sofreu um acidente, bateu com a cabeça e precisa, desde então, de cuidados especiais na cama. Ele não anda, não fala e nem se mexe.

“A tristeza é muito grande, as coisas acontecem de um minuto para o outro e não temos controle sobre nada”, disse a mãe. Não bastasse ter largado o emprego para cuidar do filho, cuja casa foi transformada quase que em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), atualmente a família sofre por conta da falta de insumos e remédios, que não estão sendo entregues pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Rodrigo recebia medicamentos e materiais, como fraldas. “Desde janeiro, isso parou. Eles não dão nenhuma satisfação. Nós estamos perdidos”, afirmou Rita. “Eu me sinto abandonada”, reclamou.

O mesmo problema acontece na casa de Ana Maria da Costa Gomes. Sua mãe, de 87 anos, dona Virgínia, também está acamada. “O material só veio uma vez. Tenho de gastar quase R$ 300 por mês com coisas que deveria distribuir para nós”, disse. Dona Virgínia precisa de fraldas e tiras para a medição de diabetes.

A Prefeitura informa que “entraves financeiros bloquearam o fornecimento de fraldas”, e que não tem previsão de regularização.

Indignação – Rita de Cássia se diz revoltada com descaso com o filho (Foto: Lucas Dantas)

Dona Virgínia quase não se mexe (Foto: Lucas Dantas)

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