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Sindicato aciona Justiça contra Instituto Gerir

13/11/2017 9:30 AM / Eurico Cruz / Atualizado em 14/11/2017 9:08 am

Por suspeita de prevaricação das condições de trabalho, o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) acionou a Justiça Trabalhista contra o Instituto Gerir para ter acesso aos documentos de substituição de médicos do serviço público municipal depois do convênio firmado com a Prefeitura para gestão do Hospital Municipal de Urgências (HMU), Hospital Municipal da Criança e do Adolescente (HMCA) e Policlínica Paraventi.

Na quinta-feira, 9, a juíza Amanda Stefania Fisch, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, deferiu o pedido de ação cautelar do sindicato para obtenção dos documentos.

Caso descumpra a decisão, o Gerir será multado em R$ 10 mil. A juíza ressaltou, porém, que o instituto poderá apresentar réplica e marcou uma audiência de julgamento para o dia 12 de janeiro. Ainda na semana passada uma decisão da Justiça determinou a suspensão do contrato.

Imbróglio – Gerir reformou parte do HMU, mas tem contrato em risco (Foto: Lucas Dantas)

Gerir possui problemas trabalhistas

Vale ressaltar que não é a primeira vez que o Gerir é acusado a forçar os médicos a se tornarem pessoas jurídicas para que possam continuar em seus trabalhos. Em maio, a Folha Metropolitana divulgou que o Ministério Público do Trabalho (MPT) da Paraíba move uma ação civil pública contra o Instituto Gerir em função de supostas irregularidades trabalhistas na gestão da Maternidade Dr. Peregrino Filho, em Patos, e do Hospital Geral Dr. Antônio Hilário Gouveia, em Taperoá. Entre as infrações estão atrasos de salários e falta de registro de empregados em carteira profissional.

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