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Um ano, dez bons passos e um caminhão de críticas

15/05/2017 9:28 AM / Editorial / Atualizado em 15/05/2017 9:28 am

O presidente Michel Temer tem buscado manter a sobriedade diante das críticas, mas ele bem sabe que a popularidade (ou a falta dela) é o seu calcanhar de Aquiles. Como defesa tem dito que não está preocupado com a tal da popularidade, mas com o crescimento do País. Essa  maneira estoica de encarar a crítica o coloca acima de seus críticos. Em sendo a retórica verdadeira, há de se dar a ele o seu devido valor.

Certo é que passado um ano de gestão, seu governo tem promovido mudanças. Algumas positivas, enquanto a outras cabe ao menos a dúvida. Seu primeiro acerto foi a escolha de Henrique Meirelles para ministro da Fazenda. Ele tem a confiança do mercado, além da missão de tirar as contas públicas do vermelho e permitir a recuperação da economia. Foi com Meirelles que Temer chegou a outros acertos, principalmente, na macroeconomia, como controle da inflação, iniciativas para contenção dos gastos públicos, atenção à meta fiscal e redução da taxa básica de juros (Selic).

Naquilo que mexe com a vida do cidadão comum, Temer alterou as regras do cartão de crédito (que fez com que os juros para pagamento mínimo caíssem pela metade – embora ainda em patamares estratosféricos) e inovou ao liberar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) das contas inativas.

O governo também agiu com celeridade no escândalo Carne Fraca, intervindo junto aos compradores internacionais. Temer defendeu a qualidade do produto e buscou restringir o problema a unidades de produção isoladas. Impediu que a crise se generalizasse, poupando mais danos à nossa combalida economia e assegurando os empregos. Já no plano da saúde, foi anunciado que a zika deixou de ser uma emergência nacional e, no campo da Educação, promulgou uma lei de reforma do ensino médio. Mas tudo isso ainda é pouco. O brasileiro espera simplesmente que o País entre em um círculo virtuoso com aumento de produção e emprego. Enquanto essa engrenagem não se movimentar, Temer não estará imune às críticas, mesmo que não se incomode com elas

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