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Venda de veículos novos segue em “queda livre”

26/07/2017 9:51 AM / Raphael Pozzi / Atualizado em 27/07/2017 10:13 am

A venda de veículos novos em Guarulhos caiu 50,87%, comparando-se o primeiro semestre de 2017 com o do ano passado. Enquanto de janeiro a junho de 2016, entre carros, motos, caminhões, ônibus e comerciais leves, a cidade registrou 12.639 unidades vendidas, neste ano foram apenas 6.209. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

“Existe hoje no Brasil toda uma crise de expectativa. A economia mostra sinais de que vai se recuperar, mas quem perdeu o emprego continua pessimista em relação a adquirir uma dívida grande”, explicou o economista Alessandro Azzoni. “Ainda estamos em um cenário recessivo”, disse.

Curioso é que, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomercio) do Estado de São Paulo, até abril – data da última pesquisa de faturamento na região –, as concessionárias de automóveis conseguiram um acréscimo de quase 6% no arrecadamento líquido.

De acordo com o assessor econômico da Fecomercio, Guilherme Dietze, isso acontece por dois motivos: o primeiro é que as concessionárias também vendem carros seminovos; o segundo é que houve uma pequena recuperação em meio a seguidas quedas.

Antes da crise econômica, em abril de 2013, o setor faturou R$ 231,5 milhões. No quarto mês de 2017, o valor caiu para R$ 106 milhões. É um índice maior do que os R$ 103 milhões do ano passado, mas 46% menor do que o período pré-crise.

Varejo – Concessionária expõe veículos modelo 2018 na porta da loja para tentar incrementar as vendas (Foto: Lucas Dantas)

Setor automobilístico tem sofrido com retração econômica

A queda se torna ainda mais acentuada quando os números são confrontados com os de 2015: houve retração de 62%. Com relação a 2014, os dados são absurdamente menores, já que, à época, as concessionárias venderam 23.176 unidades, ou seja, houve diminuição de 74%.

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Guarulhos, Reginaldo Araújo Sena, o varejo do município chegou ao fundo do poço. “O bom disso é que só temos a melhorar, não conseguiremos piorar”, explicou. “A cidade tem que retomar a produção industrial. Assim, se criam mais vagas de emprego no setor e o varejo consegue vender e faturar melhor”.

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