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Violência “muda a rotina” de moradora do Espírito Santo

09/02/2017 9:06 AM / Alfredo Henrique / Atualizado em 09/02/2017 9:06 am

Quarta-feira, 8, foi o terceiro dia seguido em que uma funcionária pública da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), 34 anos, não foi trabalhar por causa da paralisação de policiais militares em todo o estado, que teve início na sexta-feira, 3. Ela pediu para não ter o nome publicado, por questões de segurança e, por telefone, relatou como sua rotina mudou, na capital Vitória, da mesma forma que a de toda a população capixaba.

“O último dia em que saí de casa foi no domingo, 5, pela manhã. Como não assisto televisão, não acompanhei os desdobramentos da greve dos policiais. Porém, acabei recebendo mensagens pelo celular falando sobre assassinatos e arrastões. A princípio, pensei que fosse exagero, mas por fim constatei que a coisa não era brincadeira e resolvi ficar em casa”.

Ela acrescentou que houve um dia em que algumas pessoas passaram pela avenida onde mora, no bairro Jardim da Penha, e gritaram ameaças. “Falaram que quem fosse para a rua seria assaltado”. Disse ainda que os próprios moradores da via monitoram, das janelas e varandas, a movimentação de suspeitos. “Acontece às vezes de um ou outro policial civil verificar a situação também”. A funcionária pública concedeu entrevista horas antes da Polícia Civil anunciar uma paralisação em apoio aos PMs.

A mulher afirmou que somente uma padaria e poucos mercados da região mantêm as portas ainda abertas e, mesmo assim, antes do sol se por. “Como os ônibus não estão rodando, funcionários ficam impedidos de se deslocarem pela cidade também. Isso está dando prejuízo (para comerciantes). Depois que escurece, fica um clima de guerra no ar”.

Segundo a Fecomercio/ES, desde o início da greve da PM, até terça-feira, 7, o comércio amargou um prejuízo de R$ 90 milhões. Além disso, segundo o Sindicato dos Policiais Civis do estado, houve 87 mortes violentas desde sábado, 4, além de 200 roubos e furtos de veículos somente na segunda-feira, 6.

Reivindicações dos PMs

  • Melhores condições de trabalho;
  • Melhoria das viaturas sucateadas;
  • Correção de 7 anos de perdas pela inflação, mais ganho real de 10% nos salários;
  • Auxílio-alimentação;
  • Adicional por periculosidade;
  • Adicional por insalubridade;
  • Adicional noturno;
  • Plano de saúde.

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