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MTST ocupa mais um terreno e fará nova manifestação

06/06/2017 9:35 AM / Eurico Cruz / Atualizado em 07/06/2017 11:52 am

Pelo menos 2 mil pessoas participam de uma ocupação realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em uma área de aproximadamente 70 mil metros quadrados, no Jardim Centenário (Região Pimentas). O movimento entrou no perímetro na madrugada de sábado, 3.

Segundo Zelidio Barbosa Lima, um dos coordenadores do MTST, o objetivo é abrir o diálogo com o poder público para que o terreno seja adquirido pelo governo federal e transformado em área de interesse público para construção de moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida Entidades. “Todas as ocupações são simbólicas, para discutir moradia popular. Esta é uma área particular abandonada. Não tem nenhuma função social hoje”, disse Lima.

O coordenador afirmou que todos os ocupantes são de Guarulhos, de comunidades do entorno. “Este terreno é extremamente perigoso, Já teve sobrinha minha que quase foi estuprada aqui e as autoridades nada fizeram para garantir nossa segurança”, disse o carreteiro Arnaldo Apolonio de Jesus, morador da região há mais de 40 anos. “Se o terreno estivesse murado nada disso teria acontecido”, concluiu.

Segundo Lima, o proprietário do terreno, que se identificou como Renato e estava acompanhado de quatro PMs, chegou a passar pelo local e pediu a retirada dos barracos que ali estavam. “Ele disse que se fizéssemos isso teríamos prioridade na compra da área”, ressaltou o ocupante. O movimento se negou a sair. O dono do terreno não quis se manifestar.

Questionado se tratava de Área Proteção Permanente (APP), Lima disse que nenhuma árvore seria derrubada, apenas o mato carpido. A Prefeitura não confirmou a informação. Ele também relatou abuso de um sargento da PM, que foi ao local e teria apontado armas para a cabeça dos integrantes do movimento.

O MTST pretende agora realizar atos em prol de moradia na Prefeitura, na Secretaria de Habitação e na Câmara Municipal. Esta é a segunda ocupação do movimento realizada na cidade.

Ocupação – Movimento calcula que 400 famílias estão na área; capacidade do terreno é para até 2,5 mil pessoas (Foto: Lucas Dantas)

Coletivo – Cozinha fornece café, almoço e jantar para todos os ocupantes (Foto: Lucas Dantas)

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