Ao longo dos últimos anos, o imaginário do torcedor do Corinthians foi constituído boa parte em torno de centroavantes que caíram nas graças da Fiel. Quando o assunto são os maiores artilheiros do Corinthians desde 2001, o ranking mistura jogadores formados no “terrão” do Parque São Jorge, reforços estrangeiros e ídolos recentes.
O recorte importa: o século XXI inclui alguns dos os títulos mais importantes da história do clube, como os brasileiros de 2005, 2011, 2015 e 2017, a Libertadores e o Mundial de 2012, a Copa do Brasil conquistada em 2025 sobre o Vasco, no Maracanã, e a Supercopa Rei de 2026, vencida sobre o Flamengo em Brasília.
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Veja quem lidera a artilharia alvinegra neste século.
Yuri Alberto, o líder isolado
Contratado em 2022, inicialmente como um empréstimo junto ao Zenit da Rússia, o “protagonista do time do povo” assumiu a ponta do ranking em 2025 e não parou mais. São 84 gols em 240 partidas, média de um gol a cada 2,9 jogos.
Poucos momentos representam mais a passagem de Yuri Alberto pelo clube do que na final da Copa do Brasil de 2025. Yuri abriu o placar contra o Vasco e ainda deu a assistência para o gol do título de Memphis Depay, na vitória por 2 a 1 no Maracanã. Segundo um levantamento feito pela Opta, Yuri foi o primeiro jogador desde 2014 a realizar um gol e uma assistência em uma partida de final da competição.
Ele também lidera a artilharia corintiana em clássicos no século, com mais de 14 gols contra rivais paulistas, e encerrou 2024 e 2025 como goleador da equipe na temporada.
A sequência continua em 2026. Yuri marcou nos acréscimos da final da Supercopa Rei, em 1º de fevereiro, na vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo diante de 71 mil pessoas no Mané Garrincha, com um gol que ficará marcado para sempre na memória de todos que assistiram aquele jogo. Com contrato até julho de 2030, ele deve ampliar a vantagem no ranking.
Ángel Romero, o paraguaio que virou ídolo
Ame ou odeie, não podemos fugir dos fatos: Ángel Romero soma 67 gols em 377 jogos e chegou a liderar o ranking no início de 2025, quando ultrapassou Jô com um gol sobre o Mirassol.
Além de sua longevidade, o paraguaio caiu nas graças da torcida por sua força de vontade, o que levou o mesmo a ser lembrado pela torcida alvinegra. Em duas passagens pelo clube, participou de gerações completamente diferentes e ainda ostenta a marca de maior artilheiro da Neo Química Arena, marca essa que vêm sendo perseguida por Yuri Alberto.
Versátil, atuou pelos dois lados do ataque e como centroavante, o que ajuda a explicar a quantidade de jogos disputados.
Jô, o menino da base que voltou três vezes
Revelado no Parque São Jorge, Jô estreou no time profissional com apenas 16 anos e teve três passagens pelo clube. Ao todo, foram 65 gols em 284 partidas.
No entanto, a temporada de 2017 sempre será a mais lembrada de todas as suas passagens. Com um elenco qualificado como “quarta força” do estado de São Paulo no início do ano, Jô não apenas peça fundamental do time, como também foi campeão do Paulistão e do Campeonato Brasileiro, sendo também o artilheiro do campeonato com 18 gols
Também esteve no elenco campeão brasileiro de 2005 e no Paulista de 2003, o que faz dele um dos poucos jogadores a atravessar tantos ciclos vitoriosos do clube.
Dentinho, o xodó da Fiel
O quarteto fecha com o “xodó” Dentinho, com 55 gols em 187 jogos. O atacante, assim como Jô, foi revelado pelo clube e, mesmo com pouca idade, chamou a responsabilidade justamente no período mais delicado da história recente do clube.
Não apenas esteve no elenco, mas foi peça chave para que o clube conquistasse o acesso em 2008, após o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, e nos títulos do Paulistão e da Copa do Brasil de 2009, ao lado de Ronaldo Fenômeno.
Sua média de um gol a cada 3,4 partidas é superior à de Romero e à de Jô, o que dá dimensão do aproveitamento que teve em campo antes de se transferir para o Shakhtar Donetsk em 2011.
Quem aparece logo atrás no ranking
A disputa pelas posições seguintes é apertada e reúne nomes de peso:
- Paolo Guerrero: 54 gols em 130 jogos, com a melhor média entre os dez primeiros, e autor do gol do título mundial de 2012.
- Gil: 53 gols em 241 partidas, marca impressionante para um zagueiro.
- Liedson: 50 gols em apenas 111 jogos, um a cada 2,2 partidas.
- Jadson: 50 gols em 245 jogos e protagonista das campanhas de 2015 e 2017.
- Carlos Tévez: 46 gols em 78 partidas, a melhor média de todo o ranking.
O que os números revelam sobre o clube
Chama atenção que dois dos quatro primeiros colocados tenham sido formados nas categorias de base. É um traço da política adotada pelo clube no início do século, onde o momento delicado do clube pedia apostas em jovens antes de buscar reforços caros no mercado.
Outro dado interessante é a diferença de eficiência. Romero precisou de 377 jogos para chegar a 67 gols, enquanto Guerrero fez 54 em apenas 130 partidas. O ranking de maiores artilheiros do Corinthians premia tanto a regularidade quanto o faro de gol puro.
O elenco de 2026 passou por mudanças. Fernando Diniz assumiu o comando em abril, no lugar de Dorival Júnior, e encontrou um time que já havia aberto a temporada com título e que segue disputando Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores.
Com Yuri Alberto ainda em atividade e contrato longo, a tendência é que a distância para o segundo colocado dos maiores artilheiros do Corinthiansaumente nas próximas temporadas. Quem quiser acompanhar cada rodada do Timão pode conferir a agenda completa na área de apostas online em futebol.